A frente de um produto cosmético é marketing.
O verso, especificamente a lista de ingredientes, é o que realmente importa.
Saber interpretar a lista, vai te deixar muito mais tranquilo.

Não se deixe enganar apenas pelo nome ou descrição do produto.
É preciso conhecer e entender os rótulos dos seus cosméticos, pois, assim, saberá o que contém os produtos que você usa e o quão seguros eles são.
Ao chegar em uma farmácia ou numa loja especializada em cosméticos, a sensação imediata é de atração. Dá vontade de comprar tudo!
Aliás, quem nunca comprou qualquer produto apenas por causa de uma embalagem bonita?
Isso ocorre, porque muitos produtos cosméticos parecem interessantes e atraentes, contudo, não significa que todos sejam tão eficazes e seguros quanto você imagina.
Há, na verdade, uma variedade de produtos que contêm ingredientes que talvez prefira evitar, ingredientes que podem causar sensibilização e irritação, ou até mesmo ingredientes prejudiciais.
Dizendo de outro modo: embalagens sofisticadas e textos inteligentes nos rótulos podem fazer você acreditar que se trata de um produto eficaz, que irá fazer milagre. Contudo, na verdade, não é.
Embalagens sofisticadas e textos inteligentes nos rótulos podem fazer você acreditar que o produto é algo que, na verdade, não é.
Conseguir ler os rótulos de cosméticos e dermocosméticos e saber o que cada ingredinete significa, vai te ajudar a entender exatamente o que está aplicando na pele.
Como o marketing de produtos às vezes pode ser enganoso, e muitos produtos lançam mão desse artifécio para enganar o cliente, é importante conhecer a lista de ingredientes, conhecida oficialmente como INCI (Nomenclatura Internacional de Ingredientes Cosméticos), a fim de que você saiba o que está levando pra casa para passar no seu rosto ou no seu corpo.
Aqui está um guia rápido e prático para decifrar os rótulos dos seus produtos de cuidados com a pele.
Informações importantes:
- os ingredientes estão listados em ordem decrescente de concentração (do mais concentrado para o mais forte),
- os nomes INCI são padronizados, mas podem ser confusos,
- os ingredientes com menos de 1% podem ser listados em qualquer ordem.
- as alegações de marketing na frente da embalagem nem sempre correspondem à lista de ingredientes no verso.
- INCI é internacional, mas as convenções de rotulagem dos EUA e da UE diferem em aspectos úteis.

Dicas de como aplicar esse conhecimento na prática
- Fotografe a lista de ingredientes, assim fica mais fácil de ler digitalmente (dê zoom).
- Conheça o que é bom para você, mantendo uma lista dos ingredientes que causam reações.
- Faça comparação: se o produto A for seguro e o produto B causar uma reação, compare as listas de ingredientes para encontrar a diferença.
- Se um conservante como o Fenoxietanol ou Metilparabeno aparece no meio ou no fim da lista, tudo o que vem depois dele está em baixíssima concentração.
- Tradução no Brasil (Anvisa): de acordo com as normas da Anvisa (como a RDC 646/2022), os produtos comercializados no Brasil devem disponibilizar a tradução dos ingredientes para o português impresso no rótulo, mantendo o padrão INCI na embalagem física.
- Use o AllerNote, digitalizando qualquer rótulo e, assim, obtenha análises instantâneas sem precisar memorizar os nomes INCI.

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O que é AllerNote?
É um scanner de cosméticos e ingredientes voltados para pessoas que sofrem de dermatite de contato e alergias na pele.
A plataforma funciona de maneira simples, basta inserir sua lista de alérgenos específicos mapeados pelo seu dermatologista, como fragrâncias, níquel, metilisotiazolinona ou lanolina.
Ao tirar uma foto ou colar uma lista de ingredientes de um produto, como um shampoo, hidratante ou maquiagem,o sistema cruza os dados em segundos, a fim de informar se o item é seguro ou se pode causar uma ocorrência.

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1. Álcool
Nome INCI: álcool
O álcool na maioria das vezes é usado em produtos cosméticos na forma de etanol, a fim de oferecer uma sensação refrescante aos produtos, evaporando após a aplicação, o que significa que alguns ingredientes podem ser solubilizados na fórmula, preservando-a perfeitamente.
A desvantagem é que o álcool pode, por vezes, ressecar ou irritar a pele.
2. EDTA
Nomes INCI: EDTA dissódico, EDTA tetrassódico, EDTA trissódico
O ácido etilenodiaminotetracético, também conhecido como EDTA, e seus derivados, são usados para garantir a estabilidade das fórmulas cosméticas.
Conduto, a desvantagem ocorre, em razão do impacto negativo no meio ambiente.
3. Fenoxietanol
Nome INCI: fenoxietanol
Um dos nossos ingredientes mais controversos na cosmética é o fenoxietanol.
Trata-se de um conservante usado para prolongar o prazo de validade e prevenir a proliferação de bactérias nocivas.
Ainda que o nível presente em produtos seja muitas vezes inferior a 0,001%, o valor cumpre como também excede as normas de segurança globais estabelecidas pela UE, pela FDA dos EUA e por outros organismos reguladores internacionais.
Todavia o fenoxietanol é um conservante antimicrobiano que garante a frescura dos cosméticos durante todo o seu tempo de exposição nas prateleiras das lojas e durante o seu uso.
O conservante é objeto de diversos estudos científicos que visam comprovar a segurança do seu uso em produtos cosméticos.
4. Ftalatos
Nome INCI: ftalato de dietila
Apenas o ftalato de dietila (DEP) é autorizado para uso cosmético, uma vez que é usado na desnaturação do álcool, tornando-o impróprio para consumo humano.
O problema desse produto é que ele possueefeitos carcinogênicos e mutagênicos, podendo ser tóxicos para a reprodução.
Apesar disso, foi comprovado que o DEP não apresenta riscos à saúde humana e, por esse motivo, a legislação vigente autoriza seu uso em fórmulas cosméticas.
5. Desreguladores endócrinos
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, são substâncias que podem afetar uma ou mais funções do sistema endócrino, resultando em efeitos nocivos à saúde humana.
Até o momento, não existe uma lista oficial de desreguladores endócrinos reconhecida e publicada como tal pela Comissão Europeia. Contudo, caso um ingrediente for comprovadamente um desregulador endócrino, ele passa a ser proibido para uso cosmético.
6. Óleos minerais
Nomes INCI: paraffinum liquidum, parafina, cera sintética, cera microcristalina, ozocerita, ceresina, isododecano, isohexadecano, poliisobuteno hidrogenado, dideceno hidrogenado

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Todos esses ingredientes fazem parte da extensa família dos óleos minerais amplamente usados nas indústrias farmacêutica e cosmética graças às suas propriedades emolientes.
Os óleos minerais, por exemplo, são excelentes para criar textura e hidratar a pele.
Como todos os ingredientes autorizados pelas regulamentações cosméticas, os óleos minerais foram objeto de inúmeros estudos científicos que demonstraram sua total segurança para uso humano.

7. Filtros solares
Nomes INCI:
filtros solares químicos/orgânicos: dietilamino hidroxibenzoil hexil benzoato, bis-etilhexiloxifenol metoxifenil triazina, metileno bis-benzotriazolil tetrametilbutilfenol [nano], salicilato de etilhexila, triazona de etilhexila, octocrileno, polisilicone-15, butil metoxidibenzoilmetano homosalato. Filtros solares minerais: dióxido de titânio e óxido de zinco.
Como você percebeu, os filtros solares pertencem a uma grande família de ingredientes capazes de proteger a pele dos raios UVA e UVB nocivos do sol.
Esses filtros solares estão disponíveis em formas químicas (também chamadas de orgânicas) e minerais, e desempenham um papel super importante na saúde das pessoas como ingredientes essenciais em protetores solares.
Contudo, há indícios de que todos esses ingredientes possam ser disruptores endócrinos ou carcinogênicos, e há suspeitas de que poluem os oceanos e representam uma ameaça para as espécies marinhas.
Como o protetor solar é um dos ingredientes cosméticos mais estudados pela comunidade científica, há, em sua totalidade, uma série de estudos que ainda não demonstraram que os filtros solares tenham potencial para atuar como disruptores endócrinos ou carcinogênicos para a saúde humana.
8. Dióxido de titânio
Nome INCI: dióxido de titânio
O dióxido de titânio é um composto inorgânico encontrado na natureza. Em cosméticos, pode ser usado como protetor solar. Após ser processado e purificado, torna-se uma das substâncias muito usadas em todo o mundo, especialmente, em indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética.
O ingrediente possui tegulamentações internacionais que autorizam seu uso para esse fim, sendo um dos poucos filtros solares autorizados.
O dióxido de titânio pode também ser usado para clarear e branquear fórmulas cosméticas e, consequentemente, em maquiagem para obter efeitos de “iluminação” ou “reflexo de luz”. Sua forma nanométrica é preferida para melhor dispersão no produto, dependendo da fórmula desejada.

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