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A influenciadora Juliana Oliveira, mais conhecida como “Juju do Pix“, reapareceu na web após passar por uma cirurgia reconstrutora em seu rosto no último dia 20. Juju é uma mulher transexual, e em 2017 recorreu à um procedimento estético para deixar o rosto mais feminino, com a aplicação de silicone. Sem muitas informações sobre o assunto e com poucos recursos financeiros, buscou uma clínica clandestina.
No entanto, a vontade de repaginar o visual foi interrompida quando a influenciador descobriu que o que havia sido injetado em seu rosto não era silicone, mas sim óleo mineral, totalmente proibido para fins estéticos. Por isso, o efeito negativo não demorou para aparecer; as bochechas e as maças do rosto de Juju ficaram extremamente inchadas e o material se misturou ao tecido da face.
Além disso, a influenciadora relata que evita comparecer à evento sociais desde o acontecido, ou seja, Juju vive em isolamento por conta de sua aparência há oito anos. Em suas redes sociais, Juliana pediu ajuda financeira aos seguidores (por isso o nome Juju do Pix), já que não consegue arrumar emprego formal.
Na internet, Juju do Pix lida com pessas que se solidarizam com a situação e pessoas que debocham, comparando a aparência da influenciadora ao boneco “Fofão”, conhecido por suas bochechas caídas.

“Algumas pessoas não têm muita educação. Elas começam a querer me vincular a um personagem, ‘Fofão‘, ou debochar, rir.” – afirmou em entrevista ao G1. “Eu acho isso patético, até porque independente do que eu pareça, eu sou um ser humano, com erros, com falhas, e não tenho culpa de ter chegado à proporção que chegou.”
Falta de acesso seguro aos procedimentos
Ela ainda relata que durante todo esse tempo não teve ajuda psicológica. Segundo dados do portal, o o Dossiê Anual de 2025 da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) afirma que a falta de acesso à procedimentos estéticos seguros é consequência da marginalização dessa população no Brasil.
Recentemente, Juju passou por uma cirurgia reconstrutora para recuperar a antiga aparência de seu rosto. O médico resppnsável, Thiago Marra, disse que realizou a cirurgia de forma conservadora para diminuir riscos. Uma parte do óleo já está fora do rosto de Juju, mas ela ainda fará outros procedimentos para recuperar o tecido impregnado pelo óleo.
Os riscos do óleo mineral
Ronaldo Righesso, cirurgião plástico e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, explica usar óleo mineral é comum, já que possui baixo custo. De acordo com o especialista, além de consequências estéticas, o paciente pode sofrer com infecção generalizada, tromboembolismo pulmonar e reação inflamatória crônica.
Diferenças entre o silicone industrial e o óleo mineral – nenhum dos dois são recomendados
- Óleo mineral: surge a partir do petróleo refinado, com propriedades lubrificantes. É utilizado em cosméticos, laxantes e lubrificantes industriais, mas seu uso não é recomendando para procecimentos e cirurgias estéticas.
- Silicone industrial: Líquido comum encontrado em fábricas e usado para limpeza de peças de avião e de carros, vedação de vidros, lubrificação, impermeabilização de azulejos. A Anvisa proíbe o uso para fins estéticos.