Pular para o conteúdo

Cortes anos 90 de volta: como escolher e cuidar do seu novo corte

  • por

Segundo a imprensa, os cortes de cabelo dos anos 90 voltaram com uma proposta moderna e conquistam quem busca praticidade. Se você chegou até aqui pensando em repetir o chanel, a franja reta ou o repicado que marcou aquela década, este guia ajuda a decidir com mais segurança — do corte certo para o seu formato de rosto até os cuidados de coloração e hidratação que evitam arrependimento.

Quais cortes dos anos 90 estão voltando

A onda retrô traz de volta modelos que já eram sinônimo de praticidade na época e que hoje ganham acabamentos mais soltos, sem o exagero de finalização que os tornava “presos” no passado. Os mais citados são:

– Chanel (bob) na altura do queixo ou levemente abaixo do ombro, com pontas mais naturais em vez do corte reto e geométrico original. – Franja reta ou “cortina”, que hoje aparece mais leve, com fios mais finos nas laterais para suavizar a transição. – Repicado curto, que dá movimento sem exigir escova todos os dias. – Rabo de cavalo alto e escorregadio, penteado clássico da década que voltou como recurso rápido para o dia a dia.

O ponto em comum de todos é a promessa de praticidade: cortes que secam mais rápido, exigem menos produto de finalização e se adaptam bem a quem tem rotina corrida — o que explica boa parte do apelo atual.

Como saber se o corte combina com você

Antes de decidir, vale considerar três variáveis que fazem diferença no resultado final:

– Formato do rosto: o chanel na altura do queixo tende a alongar rostos mais arredondados, enquanto a franja cortina ajuda a equilibrar testas mais largas ou mais estreitas. – Textura e volume natural do fio: cabelos com tendência a frizz podem exigir um repicado mais suave, já que pontas muito retas destacam qualquer irregularidade na secagem. – Rotina de manutenção: franjas exigem aparo mais frequente para não perder o efeito; um chanel sem franja é mais fácil de deixar crescer sem descaracterizar o corte.

Levar referências de foto para o cabeleireiro ajuda, mas o ideal é combinar a referência com uma avaliação presencial do tipo de fio e do formato do rosto antes de cortar.

Se for colorir ou fazer mechas, atenção antes de sentar na cadeira

Muitos dos cortes em alta pedem cor para completar o visual — seja um tom mais uniforme no chanel, seja mechas para dar contraste na franja. Antes de escolher a técnica, é útil entender a diferença entre os tipos de produto:

– Tinturas permanentes são soluções à base de amônia e água oxigenada que dependem de uma reação de oxidação, penetram no fio e mudam a cor de maneira permanente, mas deixam os fios mais ásperos e secos. – Tinturas semipermanentes, também chamadas de tonalizantes, tingem os fios por até doze lavagens e servem apenas para escurecer, nunca para clarear. – Descolorantes retiram a melanina do fio, parcial ou integralmente, e são o que ocorre em procedimentos como luzes, reflexos ou mechas — o produto dissolve a melanina e clareia o pelo de acordo com o tempo de aplicação.

Independentemente da técnica escolhida, é importante conhecer os componentes do produto e fazer um teste aplicando uma pequena quantidade sobre a pele, de forma a evitar reações alérgicas. Se o plano for alisar antes ou depois do corte, vale lembrar que o uso de formol como alisante de cabelos está proibido pela ANVISA desde 2009, então confirme com o salão se o produto usado é registrado.

Manutenção pós-corte: hidratação certa evita frizz e ponta dupla

Cortes mais curtos e retos — como o chanel e o repicado — sofrem mais com o ressecamento, porque a ponta fica mais exposta e o comprimento menor não “disfarça” fios opacos. Alguns cuidados simples ajudam a manter o efeito do corte por mais tempo:

– Prefira produtos de limpeza mais suaves no dia a dia; xampus micelares e cremes limpadores eliminam a sujeira sem remover a camada de gordura que ajuda a manter os fios saudáveis e o couro cabeludo hidratado, o que é especialmente útil para quem lava o cabelo com frequência. – O uso mensal de óleos vegetais, como os de coco, argan, uva, manteiga de karité e amêndoas, também é recomendado como reforço de hidratação, principalmente após processos químicos de cor. – Evite calor excessivo de chapinha e babyliss em fios já descoloridos: eles ficam mais porosos e perdem proteína com mais facilidade.

Quando vale procurar um dermatologista

Corte e cor são decisões estéticas, mas qualquer mudança incomum no couro cabeludo — coceira persistente, vermelhidão após a coloração ou queda de cabelo fora do padrão — merece avaliação especializada, e não apenas um ajuste de produto no salão. A orientação da Sociedade Brasileira de Dermatologia é clara nesse ponto: procure sempre um médico dermatologista para que possa ajudar toda vez que sentir mudanças no padrão de queda ou diminuição na quantidade de cabelo. Reações alérgicas a tintura, ardência no couro cabeludo ou descamação após um descolorante também entram nessa lista — nesses casos, a recomendação profissional vale mais do que qualquer receita caseira encontrada na internet.

Com o corte definido, a técnica de cor escolhida com cuidado e a hidratação em dia, dá para aproveitar a volta dos anos 90 sem repetir os erros de manutenção que a década também deixou como lição.

Leia também: – Make estilo francês: guia para montar uma maquiagem atemporal – Pele na primavera: como manter hidratação e viço na troca de estação

Fontes e onde conferir

Consultadas para este guia:

– Arquivo Cuidados – Página 2 de 2 – SBD – No inverno, redobre cuidados com a pele, cabelos e unhas, avisam especialistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD – Conheça os cabelos – SBD

Regras, prazos e valores mudam; antes de agir, confira na fonte oficial:

– Sociedade Brasileira de Dermatologia